A cerimônia do Prêmio Grande Otelo 2026 aconteceu na última terça-feira (4/8) no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A cerimônia de gala comemorou os 25 anos da premiação, com “Homem com H” e “Manas” vencendo mais categorias que o favorito “O Agente Secreto”.
Com 18 indicações, o thriller de Kleber Mendonça Filho levou três prêmios técnicos e dividiu com “Manas” o troféu de Melhor Longa-Metragem de Ficção, no primeiro empate da categoria em toda a história da premiação.
Numa noite cheia de surpresas, “Manas” recebeu mais quatro estatuetas: Melhor Direção (para Marianna Brennand), Roteiro Original, Montagem de Ficção e Atriz Coadjuvante (para Dira Paes). Mas o grande vencedor deste ano acabou sendo “Homem com H”, cinebiografia de Ney Matogrosso dirigida por Esmir Filho premiada com seis troféus: Melhor Filme pelo Voto Popular, Ator (Jesuíta Barbosa), Figurino, Som, Trilha Sonora e Maquiagem.
Na categoria de Melhor Maquiagem, prevaleceu a experiência e talento de Martín Macías Trujillo @martinmaciastrujillo, por seu incrível trabalho na caracterização de Jesuíta Barbosa em “Homem com H”. Trujillo é tão bom que ainda concorreu com ele mesmo, indicado por outro filme, “O Filho de Mil Homens”, com Rodrigo Santoro no papel principal. Em entrevista à CNN, no ano passado, o maquiador contou que o processo de transformação do protagonista levava cerca de 80 minutos, com a criação de marcas de sol, rugas e até sinais de melasma no rosto do ator.



Apresentada pelas atrizes Marieta Severo e Silvia Buarque, mãe e filha, a cerimônia deste ano foi dedicada ao lendário produtor Luiz Carlos Barreto (o “Barretão”, falecido em julho) e contou com apresentação de Ney Matogrosso, aos 85 anos, cantando “O Tempo Não Para”, de Cazuza.
Reconhecida desde 2020 como a entidade responsável pela indicação do Brasil ao Oscar de Melhor Filme Internacional, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais optou por batizar o antigo troféu Grande Prêmio do Cinema Brasileiro para Grande Otelo, em homenagem ao lendário ator e comediante falecido em 1993.
Confira a seguir todos os vencedores do 25º Prêmio Grande Otelo.
MELHOR FILME PELO JÚRI POPULAR
• “Homem com H”, de Esmir Filho (VENCEDOR – ESCOLHA DO PÚBLICO)
MELHOR LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO
• “Homem com H”, de Esmir Filho
• “Manas”, de Marianna Brennand‘ (VENCEDOR) empate
• “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho (VENCEDOR) empate
• “O filho de mil homens”, de Daniel Rezende
• “O último azul”, de Gabriel Mascaro
MELHOR LONGA-METRAGEM DE COMÉDIA
• “Agentes muito especiais”, de Pedro Antonio
• “C.I.C – Central de inteligência cearense”, de Halder Gomes
• “Sexa”, de Gloria Pires
• “Sonhar com os leões”, de Paolo Marinou-Blanco
• “Uma mulher sem filtro”, de Arthur Fontes
• “Velhos bandidos”, de Claudio Torres (VENCEDOR)
MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
• “A queda do céu”, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
• “Apocalipse nos trópicos”, de Petra Costa (VENCEDOR)
• “Hora do recreio”, de Lucia Murat
• “Mambembe”, de Fabio Meira
• “Ritas”, de Oswaldo Santana e Karen Harley
MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL
• “Narciso”, de Jeferson De
• “O diário de Pilar na Amazônia”, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put (VENCEDOR)
• “O último episódio”, de Maurilio Martins
• “Os dragões”, de Gustavo Spolidoro
• “Thiago e Ísis e os biomas do Brasil”, de João Amorim
MELHOR LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
• “Authentic games no império desconectado”, de Bruno Murtinho
• “Eu e meu avô Nihonjin”, de Celia Catunda
• “Nosso louco amor”, de Nelson Botter Jr
• “Tainá e os guardiões da Amazônia — Em busca da flecha azul”, de Alê Camargo e Jordan Nugem (VENCEDOR)
MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO
• “Belén” (Argentina), de Dolores Fonzi (VENCEDOR) empate
• “O olhar misterioso do flamingo” (Chile), de Diego Céspedes
• “O riso e a faca” (Portugal), de Pedro Pinho (VENCEDOR) empate
• “Pepe” (República Dominicana), de Nelson Carlo de los Santos Arias
• “Um poeta” (Colômbia), de Simón Mesa Soto
MELHOR DIREÇÃO

• Marianna Brennand por “Manas” (VENCEDORA)
• Esmir Filho por “Homem com H”
• Gabriel Mascaro por “O último azul”
• Kleber Mendonça Filho por “O agente secreto”
• Daniel Rezende por “O filho de mil homens”
MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO
• Douglas Soares por “Papagaios”
• Gloria Pires por “Sexa”
• Júlia Jordão por “Perfeitos desconhecidos”
• Márcia Faria por “A procura de Martina”
• Rafaela Camelo por “A natureza das coisas invisíveis” (VENCEDORA)
MELHOR ATRIZ
• Camila Pitanga como Sabina por “Malês”
• Carolina Dieckmmann como Kátia por “(Des)controle”
• Denise Weinberg como Teresa por “O último azul” (VENCEDORA)
• Jamilli Correa como Marcielle por “Manas”
• Tânia Maria como Dona Sebastiana por “O agente secreto”
MELHOR ATOR
• Antonio Pitanga com Pacífico Licutan por “Malês”
• Ary Fontoura como Rodolfo por “Velhos bandidos”
• Irandhir Santos como Valério por “Os enforcados”
• Jesuíta Barbosa como Ney Matogrosso por “Homem com H” (VENCEDOR)
• Rodrigo Santoro como Crisóstomo por “O filho de mil homens”
• Wagner Moura como Marcelo, Armando e Fernando por “O agente secreto”
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
• Alice Carvalho como Fátima por “O agente secreto”
• Camila Márdila como Simone por “A natureza das coisas invisíveis”
• Dira Paes como Aretha por “Manas” (VENCEDORA)
• Grace Passô como Maria por “O filho de mil homens”
• Hermila Guedes como Claudia por “O agente secreto”
MELHOR ATOR COADJUVANTE

• Rodrigo Santoro como Cadu por “O último azul” (VENCEDOR)
• Alejandro Claveaux como Adriano por “Ruas da Glória”
• Augusto Madeira como Doutor Batista por “Os enforcados”
• Carlos Francisco como Seu Alexandre por “O agente secreto”
• Gabriel Leone como Bobbi por “O agente secreto”
• Robério Diogenes como Delegado Euclides por “O agente secreto”
• Rômulo Braga como Marcílio por “Manas”
• Adanilo como Ludemir por “O último azul”
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
• Anna Muylaert por “A melhor mãe do mundo”
• Esmir Filho por “Homem com H”
• Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky, Marianna Brennand, Carolina Benevides, Antonio Pellegrino e Camila Agustini por “Manas” (VENCEDOR)
• Gabriel Mascaro e Tibério Azul por “O último azul”
• Kleber Mendonça Filho por “O agente secreto”
• Rafaela Camelo por “A natureza das coisas invisíveis”
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
• Aly Muritiba e Jessica Candal por “Barba ensopada de sangue” — adaptado da obra “Barba Ensopada de Sangue”, de Daniel Galera
• Bruno Bini por “Cinco Tipos de Medo” — adaptado do curta-metragem “Três Tipos de Medo”, de Bruno Bini
• Daniel Rezende por “O filho de mil homens” — adaptado da obra “O filho de mil homens”, de Valter Hugo Mãe (VENCEDOR)
• Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha por “A Queda do Céu” — adaptado do livro “A Queda do Céu”, de Davi Kopanawa e Bruce Albert
• Marco Dutra por “Enterre seus mortos” — baseado no livro “Enterre seus mortos”, de Ana Paula Maia
• Wagner de Assis por “O advogado de Deus” — adaptado da obra “O Advogado de Deus”, de Zíbia Gasparetto e Lucius
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
• Azul Serra por “Homem com H”
• Azul Serra por “O filho de mil homens”
• Evgenia Alexandrova por “O agente secreto” (VENCEDORA)
• Guillermo Garza por “O último azul”
• Pierre de Kerchove por “Manas”
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
• Dayse Barreto por “O último azul”
• Dina Salem Levy por “Um lobo entre os cisnes”
• Marcos Pedroso por “Manas”
• Thales Junqueira por “Homem com H”
• Thales Junqueira por “O agente secreto” (VENCEDOR)
MELHOR FIGURINO
• Gabriella Marra por “Homem com H” (VENCEDORA)
• Gabriella Marra por “O último azul”
• Kika Lopes por “Manas”
• Manuela Mello por “O filho de mil homens”
• Rita Azevedo por “O agente secreto”
• Rô Nascimento por “Malês”
MELHOR MAQUIAGEM

• Martín Macías Trujillo por “Homem com H” (VENCEDOR)
• Martín Macías Trujillo por “O filho de mil homens”
• Juliana Bolze por “O último azul”
• Marisa Amenta por “O agente secreto”
• Andrea Tristão por “Barba ensopada de sangue”
MELHOR MONTAGEM
• Bruno Bini por “Cinco tipos de medo”
• Eduardo Serrano e Matheus Farias por “O agente secreto”
• Germano de Oliveira por “Homem com H”
• Isabela Monteiro de Castro por “Manas” (VENCEDORA)
• Marcelo Junqueira por “O filho de mil homens”
MELHOR MONTAGEM DE DOCUMENTÁRIO
• André Felipe Silva e João Wainer por “Zico — O samurai de Quintino”
• Cristina Amaral por “Ecos do teatro experimental do negro”
• David Barker, Tina Baz, Nels Bangerter, Jordana Berg, Victor Miaciro e Eduardo Gripa por “Apocalipse nos trópicos” (VENCEDOR)
• Fabio Meira, Juliano Castro e Affonso Uchôa por “Mambembe”
• Jordana Berg por “Cazuza, boas novas”
• Oswaldo Santana por “Ritas”
MELHOR EFEITO VISUAL
• Alexandre Boiron, Luuk Meijer e David Van Heeswijk por “O agente secreto” (VENCEDOR)
• Claudio Peralta por “O diário de Pilar na Amazônia”
• Eduardo Kurt, Magdalena Maia, Sofia Sussekind, Beatriz Paixão e Vandré Huppes por “O último azul”
• Juliano Storchi por “O filho de mil homens”
• Massao Asaga por “Homem com H”
MELHOR SOM
• Ana Luiza Penna, Martín Grignaschi e Armando Torres Jr por “Homem com H” (VENCEDOR)
• Lia Camargo, Toco Cerqueira e Alan Zilli por “O filho de mil homens”
• Liliana Villaseñor, Heverson Batista, María Alejandra Rojas, Arturo Salazar e Vincent Sinceretti por “O último azul”
• Pedro Moreira, Moabe Filho, Tijn Hazen e Cyril Holtz por “O agente secreto”
MELHOR TRILHA SONORA
• André Abujamra e George Nahssen por “A melhor mãe do mundo”
• Antonio Pinto e Barulhista por “Malês”
• Fabio Góes por “O filho de mil homens”
• Guilherme Amabis, Mariana Amabis e Rica Amabis por “Homem com H” (VENCEDOR)
• Tomaz Alves Souza e Mateus Alves por “O agente secreto”
MELHOR SÉRIE BRASILEIRA
• “Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente” – 1ª Temporada (VENCEDORA)
• “Beleza fatal” – 1ª Temporada
• “Cangaço novo” – 2ª Temporada
• “Emergência radioativa” – 1ª Temporada
• “Ângela Diniz: Assassinada e condenada” – 1ª Temporada
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE
• Marjorie Estiano como Ângela Diniz por “Ângela Diniz: Assassinada e condenada”
• Alice Carvalho como Dinorah por “Cangaço novo” (VENCEDORA)
• Bruna Linzmeyer como Léa por “Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente”
• Camila Pitanga como Lola por “Beleza fatal”
• Adriana Esteves como Cibele por “Os outros”
• Thainá Duarte como Dilvânia por “Cangaço Novo”
MELHOR ATOR EM SÉRIE
• Allan Souza Lima como Ubaldo Vaqueiro por “Cangaço Novo”
• Chico Díaz como Galego por “Os donos do jogo”
• Johnny Massaro como Fernando por “Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente” (VENCEDOR)
• Johnny Massaro como Marcio por “Emergência radioativa”
• Ravel Andrade como Raul Seixas por “Raul Seixas — Eu sou”
MELHOR SÉRIE DE DOCUMENTÁRIO
• “A mulher da casa abandonada” – 1ª Temporada
• “Caçador de marajás” – 1ª Temporada (VENCEDORA)
• “Cazuza: Além da música” – 1ª Temporada
• “Chico Anysio — Um homem à procura de um personagem” – Temporada única
• “Congonhas: Tragédia anunciada” – Temporada única
• “O testamento: O segredo de Anita Harley” – Temporada única
MELHOR SÉRIE DE ANIMAÇÃO
• “As aventuras de Tita” – 1ª Temporada
• “Esquadrão do mar azul” – 2ª Temporada
• “Esse é o bicho!” – 2ª Temporada
• “Gnaks!” – 1ª Temporada
• “O mundo sem filtro de Any Malu” – 1ª Temporada
• “Osmar, a primeira fatia do pão de forma” – 3ª Temporada (VENCEDORA)
• “Senninha na pista maluca” – 3ª Temporada
MELHOR CURTA DE FICÇÃO
• “Amarela”, de André Hayato Saito (VENCEDOR)
• “Arame farpado”, de Gustavo de Carvalho
• “Boiuna”, de Adriana de Faria
• “Klaustrofobia”, de João Londres
• “Peixe morto”, de João Fontenele
• “Presépio”, de Felipe Bibian
MELHOR CURTA DE DOCUMENTÁRIO
• “Cartas pela paz”, de Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger
• “Conselho”, de Alice Riff
• “Filme sem querer”, de Lincoln Péricles
• “Replika”, de Piratá Waurá e Heloisa Passos
• “Sebastiana”, de Pedro de Alencar (VENCEDOR)
MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
• “A tragédia do lobo guará”, de Kimberly Palermo (VENCEDOR)
• “Como nasce um rio”, de Luma Flôres
• “Mãe da manhã”, de Clara Trevisan
• “Safo”, de Rosana Urbes
• “Seu vô e a baleia”, de Mariana Elisabetsky
• “Uma menina, um rio”, de Renata Martins Alvarez



