A Academia Brasileira de Cinema anunciou a lista de indicados ao prêmio, que chega à 25ª edição com “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, como grande favorito, com 18 indicações.
Reconhecida desde 2020 como a entidade responsável pela indicação do Brasil ao Oscar de Melhor Filme Internacional, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais optou por batizar o antigo troféu Grande Prêmio do Cinema Brasileiro para Grande Otelo, em homenagem ao lendário ator e comediante falecido em 1993.
A mais importante premiação do setor audiovisual nacional acontece no dia 4 de agosto, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo pelo canal da Academia no YouTube e pelo Canal Brasil. A edição deste ano conta com 32 prêmios para longas-metragens, curtas-metragens e séries brasileiras.
O Grupo Globo concorre com 7 séries e 16 filmes, incluindo “O Último Azul”, coprodução da Globo Filmes vencedora do Urso de Prata no Festival de Berlim, em 2025. O longa de Gabriel Mascaro é finalista em 11 categorias, assim como o elogiado (e impactante) “Manas”, de Marianna Brennand.
Na categoria de Melhor Maquiagem, concorrem Andrea Tristão, por “Barba Ensopada de Sangue”, Juliana Bolze, por “O Último Azul”, Marisa Amenta, por “O Agente Secreto”, e Martín Macías Trujillo, lembrado por seu trabalho em dois filmes – “Homem com H” e “O Filho de Mil Homens”. Responsável pela caracterização de Rodrigo Santoro neste último, Trujillo contou em entrevista à CNN, no ano passado, que o processo de transformação levava cerca de 80 minutos, com o rosto do ator ganhando marcas de sol, rugas, manchas e até melasma na pele.
Os vencedores da premiação que comemora 25 anos serão escolhidos por associados da Academia Brasileira de Cinema, mas o público poderá escolher o vencedor de Melhor Filme pelo Júri Popular.
Você também pode votar: é só acessar o site da premiação academiabrasileiradecinema.com.br
MELHOR FILME
• “Homem com H”, de Esmir Filho
• “Manas”, de Marianna Brennand
• “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho
• “O filho de mil homens”, de Daniel Rezende
• “O último azul”, de Gabriel Mascaro
MELHOR FILME DE COMÉDIA
• “Agentes muito especiais”, de Pedro Antonio
• “C.I.C – Central de inteligência cearense”, de Halder Gomes
• “Sexa”, de Gloria Pires
• “Sonhar com os leões”, de Paolo Marinou-Blanco
• “Uma mulher sem filtro”, de Arthur Fontes
• “Velhos bandidos”, de Claudio Torres
MELHOR DOCUMENTÁRIO
• “A queda do céu”, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
• “Apocalipse nos trópicos”, de Petra Costa
• “Hora do recreio”, de Lucia Murat
• “Mambembe”, de Fabio Meira
• “Ritas”, de Oswaldo Santana e Karen Harley
MELHOR FILME INFANTIL
• “Narciso”, de Jeferson De
• “O diário de Pilar na Amazônia”, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put
• “O último episódio”, de Maurilio Martins
• “Os dragões”, de Gustavo Spolidoro
• “Thiago e Ísis e os biomas do Brasil”, de João Amorim
MELHOR ANIMAÇÃO
• “Authentic games no império desconectado”, de Bruno Murtinho
• “Eu e meu avô Nihonjin”, de Celia Catunda
• “Nosso louco amor”, de Nelson Botter Jr
• “Tainá e os guardiões da Amazônia — Em busca da flecha azul”, de Alê Camargo e Jordan Nugem
MELHOR FILME IBERO-AMERICANO
• “Belén” (Argentina), de Dolores Fonzi
• “O olhar misterioso do flamingo” (Chile), de Diego Céspedes
• “O riso e a faca” (Portugal), de Pedro Pinho
• “Pepe” (República Dominicana), de Nelson Carlo de los Santos Arias
• “Um poeta” (Colômbia), de Simón Mesa Soto
MELHOR DIREÇÃO
• Daniel Rezende por “O filho de mil homens”
• Esmir Filho por “Homem com H”
• Gabriel Mascaro por “O último azul”
• Kleber Mendonça Filho por “O agente secreto”
• Marianna Brennand por “Manas”
MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO
• Douglas Soares por “Papagaios”
• Gloria Pires por “Sexa”
• Júlia Jordão por “Perfeitos desconhecidos”
• Márcia Faria por “A procura de Martina”
• Rafaela Camelo por “A natureza das coisas invisíveis”
MELHOR ATRIZ
• Camila Pitanga como Sabina por “Malês”
• Carolina Dieckmmann como Kátia por “(Des)controle”
• Denise Weinberg como Teresa por “O último azul”
• Jamilli Correa como Marcielle por “Manas”
• Tânia Maria como Dona Sebastiana por “O agente secreto”
MELHOR ATOR
• Antonio Pitanga com Pacífico Licutan por “Malês”
• Ary Fontoura como Rodolfo por “Velhos bandidos”
• Irandhir Santos como Valério por “Os enforcados”
• Jesuíta Barbosa como Ney Matogrosso por “Homem com H”
• Rodrigo Santoro como Crisóstomo por “O filho de mil homens”
• Wagner Moura como Marcelo, Armando e Fernando por “O agente secreto”
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
• Alice Carvalho como Fátima por “O agente secreto”
• Camila Márdila como Simone por “A natureza das coisas invisíveis”
• Dira Paes como Aretha por “Manas”
• Grace Passô como Maria por “O filho de mil homens”
• Hermila Guedes como Claudia por “O agente secreto”
MELHOR ATOR COADJUVANTE
• Adanilo como Ludemir por “O último azul”
• Alejandro Claveaux como Adriano por “Ruas da Glória”
• Augusto Madeira como Doutor Batista por “Os enforcados”
• Carlos Francisco como Seu Alexandre por “O agente secreto”
• Gabriel Leone como Bobbi por “O agente secreto”
• Robério Diogenes como Delegado Euclides por “O agente secreto”
• Rodrigo Santoro como Cadu por “O último azul”
• Rômulo Braga como Marcílio por “Manas”
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
• Anna Muylaert por “A melhor mãe do mundo”
• Esmir Filho por “Homem com H”
• Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky, Marianna Brennand, Carolina Benevides, Antonio Pellegrino e Camila Agustini por “Manas”
• Gabriel Mascaro e Tibério Azul por “O último azul”
• Kleber Mendonça Filho por “O agente secreto”
• Rafaela Camelo por “A natureza das coisas invisíveis”
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
• Aly Muritiba e Jessica Candal por “Barba ensopada de sangue” — adaptado da obra “Barba Ensopada de Sangue”, de Daniel Galera
• Bruno Bini por “Cinco Tipos de Medo” — adaptado do curta-metragem “Três Tipos de Medo”, de Bruno Bini
• Daniel Rezende por “O filho de mil homens” — adaptado da obra “O filho de mil homens”, de Valter Hugo Mãe
• Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha por “A Queda do Céu” — adaptado do livro “A Queda do Céu”, de Davi Kopanawa e Bruce Albert
• Marco Dutra por “Enterre seus mortos” — baseado no livro “Enterre seus mortos”, de Ana Paula Maia
• Wagner de Assis por “O advogado de Deus” — adaptado da obra “O Advogado de Deus”, de Zíbia Gasparetto e Lucius
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
• Azul Serra por “Homem com H”
• Azul Serra por “O filho de mil homens”
• Evgenia Alexandrova por “O agente secreto”
• Guillermo Garza por “O último azul”
• Pierre de Kerchove por “Manas”
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
• Dayse Barreto por “O último azul”
• Dina Salem Levy por “Um lobo entre os cisnes”
• Marcos Pedroso por “Manas”
• Thales Junqueira por “Homem com H”
• Thales Junqueira por “O agente secreto”
MELHOR FIGURINO
• Gabriella Marra por “Homem com H”
• Gabriella Marra por “O último azul”
• Kika Lopes por “Manas”
• Manuela Mello por “O filho de mil homens”
• Rita Azevedo por “O agente secreto”
• Rô Nascimento por “Malês”
MELHOR MAQUIAGEM
• Andrea Tristão por “Barba ensopada de sangue”
• Juliana Bolze por “O último azul”
• Marisa Amenta por “O agente secreto”
• Martín Macías Trujillo por “Homem com H”
• Martín Macías Trujillo por “O filho de mil homens”
MELHOR MONTAGEM
• Bruno Bini por “Cinco tipos de medo”
• Eduardo Serrano e Matheus Farias por “O agente secreto”
• Germano de Oliveira por “Homem com H”
• Isabela Monteiro de Castro por “Manas”
• Marcelo Junqueira por “O filho de mil homens”
MELHOR MONTAGEM DE DOCUMENTÁRIO
• André Felipe Silva e João Wainer por “Zico — O samurai de Quintino”
• Cristina Amaral por “Ecos do teatro experimental do negro”
• David Barker, Tina Baz, Nels Bangerter, Jordana Berg, Victor Miaciro e Eduardo Gripa por “Apocalipse nos trópicos”
• Fabio Meira, Juliano Castro e Affonso Uchôa por “Mambembe”
• Jordana Berg por “Cazuza, boas novas”
• Oswaldo Santana por “Ritas”
MELHORES EFEITOS VISUAIS
• Alexandre Boiron, Luuk Meijer e David Van Heeswijk por “O agente secreto”
• Claudio Peralta por “O diário de Pilar na Amazônia”
• Eduardo Kurt, Magdalena Maia, Sofia Sussekind, Beatriz Paixão e Vandré Huppes por “O último azul”
• Juliano Storchi por “O filho de mil homens”
• Massao Asaga por “Homem com H”
MELHOR SOM
• Ana Luiza Penna, Martín Grignaschi e Armando Torres Jr por “Homem com H”
• Lia Camargo, Toco Cerqueira e Alan Zilli por “O filho de mil homens”
• Liliana Villaseñor, Heverson Batista, María Alejandra Rojas, Arturo Salazar e Vincent Sinceretti por “O último azul”
• Pedro Moreira, Moabe Filho, Tijn Hazen e Cyril Holtz por “O agente secreto”
MELHOR TRILHA SONORA
• André Abujamra e George Nahssen por “A melhor mãe do mundo”
• Antonio Pinto e Barulhista por “Malês”
• Fabio Góes por “O filho de mil homens”
• Guilherme Amabis, Mariana Amabis e Rica Amabis por “Homem com H”
• Tomaz Alves Souza e Mateus Alves por “O agente secreto”
MELHOR SÉRIE BRASILEIRA
• “Ângela Diniz: Assassinada e condenada” – 1ª Temporada
• “Beleza fatal” – 1ª Temporada
• “Cangaço novo” – 2ª Temporada
• “Emergência radioativa” – 1ª Temporada
• “Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente” – 1ª Temporada
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE
• Adriana Esteves como Cibele por “Os outros”
• Alice Carvalho como Dinorah por “Cangaço novo”
• Bruna Linzmeyer como Léa por “Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente”
• Camila Pitanga como Lola por “Beleza fatal”
• Marjorie Estiano como Ângela Diniz por “Ângela Diniz: Assassinada e condenada”
• Thainá Duarte como Dilvânia por “Cangaço Novo”
MELHOR ATOR EM SÉRIE
• Allan Souza Lima como Ubaldo Vaqueiro por “Cangaço Novo”
• Chico Díaz como Galego por “Os donos do jogo”
• Johnny Massaro como Fernando por “Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente”
• Johnny Massaro como Marcio por “Emergência radioativa”
• Ravel Andrade como Raul Seixas por “Raul Seixas — Eu sou”
MELHOR SÉRIE DE DOCUMENTÁRIO
• “A mulher da casa abandonada” – 1ª Temporada
• “Caçador de marajás” – 1ª Temporada
• “Cazuza: Além da música” – 1ª Temporada
• “Chico Anysio — Um homem à procura de um personagem” – Temporada única
• “Congonhas: Tragédia anunciada” – Temporada única
• “O testamento: O segredo de Anita Harley” – Temporada única
MELHOR SÉRIE DE ANIMAÇÃO
• “As aventuras de Tita” – 1ª Temporada
• “Esquadrão do mar azul” – 2ª Temporada
• “Esse é o bicho!” – 2ª Temporada
• “Gnaks!” – 1ª Temporada
• “O mundo sem filtro de Any Malu” – 1ª Temporada
• “Osmar, a primeira fatia do pão de forma” – 3ª Temporada
• “Senninha na pista maluca” – 3ª Temporada
MELHOR CURTA DE FICÇÃO
• “Amarela”, de André Hayato Saito
• “Arame farpado”, de Gustavo de Carvalho
• “Boiuna”, de Adriana de Faria
• “Klaustrofobia”, de João Londres
• “Peixe morto”, de João Fontenele
• “Presépio”, de Felipe Bibian
MELHOR CURTA DE DOCUMENTÁRIO
• “Cartas pela paz”, de Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger
• “Conselho”, de Alice Riff
• “Filme sem querer”, de Lincoln Péricles
• “Replika”, de Piratá Waurá e Heloisa Passos
• “Sebastiana”, de Pedro de Alencar
MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
• “A tragédia do lobo guará”, de Kimberly Palermo
• “Como nasce um rio”, de Luma Flôres
• “Mãe da manhã”, de Clara Trevisan
• “Safo”, de Rosana Urbes
• “Seu vô e a baleia”, de Mariana Elisabetsky
• “Uma menina, um rio”, de Renata Martins Alvarez

