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Resenha da semana: “Rosa e Momo” (La Vita Davanti a Sé)

Resenha da semana: “Rosa e Momo” (La Vita Davanti a Sé)

Parte 1
Parte 2
Parte 3

Confira nossa opinião do filme sob a ótica do departamento de maquiagem e caracterização.

O filme “Rosa e Momo” concorre ao Oscar de melhor canção original (música maravilhosa de Laura Pausini, diga-se de passagem), mas já levou 11 prêmios e teve mais de 30 indicações. A história é baseada no livro de Romain Gary. Está disponível na Netflix.

Tomei a decisão de assistir ao filme sem muitas pretensões. O pôster já diz muitas coisas: Uma amizade improvável entre uma idosa e um menino, e imaginei que tratava-se “somente” (?) disso.

Mas vamos lá… quem me acompanha aqui sabe que defendo a ideia de fazer as resenhas enaltecendo a obra e não pra “meter o pau”. Críticos com esse viés, existem aos montes, e eu nem tenho repertório suficiente para isso (para julgar, no mínimo, o crítico deve ter um conhecimento excepcional), acho chato e principalmente: Trabalho em produções e sei o quanto é árduo materializar uma obra. Um filme é uma arte contínua e orgânica. Uma cena pode ser uma obra prima e outra ter algumas falhas, então qualquer crítica generalista pode ser vaga. Tem aquela premissa do “A beleza está nos olhos de quem vê…”. Sem contar o nosso humor no dia em que assistimos ao filme. (Eu mesma já odiei um filme e amei num outro momento, por conta do meu “mood” .

Confira o trailer oficial legendado.

Bom, vamos à história do filme. Rosa é uma sobrevivente do holocausto e ex-prostituta, que se aposentou e passou a cuidar de crianças de outras prostitutas para se manter.

Momo é Moahamed, um menino de 12 anos, senegalês que perdeu a mãe e vive sob a tutela do Dr. Cohen, amigo de Rosa. Ele é comandado por um traficante a vender drogas e também comete alguns furtos. Por coincidência, ele rouba Rosa e é descoberto: Tem que pedir desculpas para a amiga do seu tutor, que, de quebra, pede às Rosa que fique por um tempo com ele.

Eu adoro a forma como eles se peitam, a atuação é muito boa. Chega a ter uma pitada de comédia (apesar da triste realidade de ambos). O fato de um não dever nada para o outro, mas terem que se aturar faz com que o espectador acredite que seria impossível eles passarem a ter uma amizade. É aí que a mágica acontece. Não é piegas, não é clichê. Em uma entrevista que assisti com Sofia Loren o entrevistador fala:

“THERE IS A PROCESS OF BOTH NOT WANTING TO BE TOGETHER, NEVER COMES A BIG MOMENT WHERE THEY HAVE A HOLLYWOOD STYLE OF RECONCILIATION, AND TURNOVER, ITS SUCH A SLOW GRADUAL THING.”

Ou seja, a relação deles não tem aquele ponto de virada, aquela coisa que, do nada, eles passam a se amar. Não, é algo sutil, real. E por ser real, faz a gente ir entendendo o lado de cada um e se identificando pela história. Cria empatia. É poético. É belo.

O RETORNO DE SOPHIA ÀS TELAS, A DIREÇÃO DO FILHO E A RELAÇÃO COM IBRAHUMA GUEYE

Sofia Loren estava há 10 anos sem fazer um filme. E confessa que lutou por esse papel por acreditar que ele havia sido feito pra ela. O diretor, Eduardo Ponti, é seu filho. Tem várias entrevistas com eles no youtube e é uma graça vê-los dividindo com o público como funciona a relação deles no set. Ela garante que ele manda em tudo e ela só obedece. E em todas as entrevistas é possível ver o brilho no olhar dos dois de admiração um pelo outro. Ela tem o maior orgulho do filho e, sendo um ícone do cinema, é legal ver a humildade dela e vâ-la ali cumprindo também o  papel de mãe orgulhosa. É fofo!

Uma entrevista peculiar me chamou a atenção, pois é o filho que a entrevista e eles falam sobre a infância pobre da mãe. Não era só uma entrevista, parecia uma conversa de família, onde ele levanta questões sobre suas origens e a história da mãe, avó, etc. É um diálogo muito rico sobre família, gerações, ancestralidade.

E nesse momento que ela divide conosco o fato de se identificar muito com as histórias dos personagens, porque, de fato, ela viveu a pobreza, foi morar sozinha com 15 anos, e ela trouxe essa emoção e empatia com a história de Momo.

Momo não é ator até então, imagina a honra de estrear atuando com ninguém menos que Sofia Loren??? Eu fico me perguntando, será que ele tem noção do tamanho disso? E ela ainda fala que o admira como ator. Isso ficará na história dele para sempre, ela fala que, se ele se dedicar, vai longe. Que registro ele tem pra vida, não?

Para quebrar o gelo, a produção teve a ideia de coloca-los hospedados na mesma casa, acordarem e dormirem juntos para irem se habituando um com o outro. Então, a amizade foi realmente sendo construída aos poucos. Eu imagino que isso deve ter contribuído muito para passar essa realidade para nós, que estamos assistindo.

MAQUIAGEM E CARACTERIZAÇÃO

Como vocês sabem o intuito aqui é discutirmos sobre a maquiagem e caracterização dos filmes. Eu sempre estudo muito, pesquiso, busco referencias, para trazer informações e curiosidades, mas confesso que, para este filme, foi bem difícil. Pouco se fala sobre o processo. Então, eu fui “pescar” informações e estou trazendo muito mais percepções e indagações do que curiosidades sobre os bastidores. Até tive que recorrer à ajuda da minha tia que mora na Itália e está me dando aula de italiano (obrigada TiLu!). Se alguém aí souber de mais detalhes do que eu, peço que divida com a gente! Faça um comentário ou mande um email para maquiagemnocinema@gmail.com

O que chamou minha atenção foram os olhos delineados e os cílios postiços que ela usa na vida real. Sim, a aparência desses detalhes é um tanto estranha, mas eu consigo entender (talvez a importância da história de Sophia me faça compreender, sem preconceitos como maquiadora). É exagerado, eu sei. Mas, pensem… ela tem 86 anos. E foi um ícone de beleza e moda. Eu acredito que seja um símbolo de sua vaidade, que a maquiadora respeita e que, pelo menos nesse filme, não vejo problema nenhum. Eu acho até que combinou com a personagem. Nós, caracterizadores, sabemos que nada é por acaso. Imagino que isso tenha sido muito bem discutido (afinal, estamos falando de uma maquiadora com uma carreira brilhante – Frederique Foglia – que foi “body make-up coordinator) em Apocalypto e assinou a maquiagem em Lucy).

(Um parênteses aqui:)

(Eu, como assistente fiz uma campanha inspirada em Apocalypto (deixo o link na publicação em nosso portal: maquiagemnocinema.com) onde a Carla Carrasco foi a responsável pela maquiageme a Gi Moretto foi a figurinista. Tivemos apenas um recorte de como é caracterizar aborígenes e já foi tão complexo! Imagina fazer esse filme, eu nem consigo imaginar!!!)

Voltando…

Eu adoro a cena do terraço, onde ela está em transe e a chuva cai sob seus olhos. Ela não pisca (depois descobri que foi um pedido do diretor/filho que ela achou que não conseguiria atender), e ficou lindo. Ela mesma fala sobre ter considerado esta uma das cenas mais fortes.

Outros elementos da maquiagem que me chamaram a atenção são:

– A tatuagem dela na pele flácida e enrugada, ficou perfeita! Sabemos que isso é um trabalho de makeup fx e eu tiro o chapéu. E fico feliz com a importância da cena, em um close fica estabelecido que ela foi uma vítima do holocausto.  

– O machucado e suor de Momo.

– A peruca dela, despenteada com nuances grisalhos, combina muito com a personagem.

CURIOSIDADES SOBRE SOPHIA

Ela conta que ralou muito como figurante até começar a ganhar papéis como coadjuvante e então ganhar seu lugar como uma das atrizes mais importantes do mundo. Ela relata sua experiência como figurante em “Quo Vadis” (com Elizabeth Taylor).

Detalhe para a cena da dança ao som de Elza Soares. Ah, gente, eu amei. Ela e o filho contam como a cena foi natural, a maneira como eça vai se soltando aos poucos e termina curtindo o momento. Dá vontade de dançar junto. E ele conta que Sofia ama música brasileira e que sabia que essa cena ia ser divertida por isso.

Apesar de ser considerada uma das mais importantes atrizes do mundo, ela afirma que o filme que mais a marcou foi este.

Outro relato que me emocionou: Ela diz que o segredo para o sucesso das atuações foi ela se apoiar em sua própria idade. As dificuldades, fraquezas e belezas de uma vida aos 86 anos. Eu me emocionei e e esse já é um forte argumento para você assistir ao filme!

Confira a música que concorre ao Oscar (veja até o final, Sophia aparece!)
A Transformação de Glenn Close e Amy Adams para Hillbilly Ellegy

A Transformação de Glenn Close e Amy Adams para Hillbilly Ellegy

No último domingo aconteceu o “Critics Choice Wards” e vibramos pela premiação de “A Voz Suprema do Blues” por Melhor Maquiagem e Cabelo. Não à toa fizemos um video poucos dias antes, pois nos surpreendemos com a entrevista da equipe de caracterização concedida para a Deadline, contando detalhes e curiosidades. E também não nos surpreendeu o prêmio de melhor Figurino para Ann Roth que foi uma super parceria da equipe (assistam no último vídeo, onde conto tudinho!).


Clique acima para conferir o vídeo onde falamos do processo de transformação de Viola Davis na mãe do blues.

Como já demos créditos suficientes à  “Ma Rainey´s Black Bottom”, mesmo antes de ter sido contemplado, nesta semana resolvemos falar sobre outro título, que consideramos não ter tido o destaque que merecia: Hillbilly Ellegy (Era Uma Vez um Sonho), apesar de também ter sido indicado à Melhor Maquiagem no Critics Choice.

Indicações:

Critics Choice Award

Melhor Atriz Coadjuvante: Glenn Close

Prêmio do Sindicato dos Atores

Melhor Atriz Principal: Amy Adams

Melhor Atriz Coadjuvante: Glenn Close

Prêmio Globo de Ouro

Melhor Atriz Coadjuvante em Cinema: Glenn Close

Critics’ Choice Award

Melhor Maquiagem

Prêmio BAFTA de Cinema

Melhor Maquiagem e Cabelo

Só de ver o trailer do filme já desperta a curiosidade: O que houve com Amy Adams que está com aquela cara de sofrida? E Glenn Close envelheceu a essa ponto e não percebemos? Mesmo nós, maquiadores, acabamos deixando nos levar por esse julgamento inconsciente até nos lembrarmos que essa mágica é fruto de nosso trabalho!

O filme, cujo título em tradução livre seria “Elegia caipira”, tem uma atmosfera densa. É uma história baseada em fatos reais, roteiro adaptado do livro autobiográfico de JD Vance. Fala, de forma dramática, sobre a vida o interior, a pobreza, conflitos familiares, drogas, tudo sob o ponto de vista dele, um menino crescendo e lutando para mudar a sua realidade e de sua família.

Por ser uma história real, o desafio do departamento de maquiagem e cabelo era de ser fiel às referências – personagens que vivem até hoje – e eles atingiram o objetivo supreendentemente. É só conferir as fotos abaixo (não deixe de ver as cenas do making of abaixo onde alguns dos personagens reais se misturam com os atores em momento de descanso no set).

Confira agora a tradução da entrevista com o time de maquiagem disponível em inglês no site www.local706.org ( Make-up Artists & Hair Stylists Guild”:

Eryn Krueer Mekash (Department Head Make-up) conta que foi indicada por outras profissionais e que logo no começo já soube que Matthew Mungle (maquiador pessoal de Glenn Close) já havia iniciado a confecção de próteses e já haviam começado os testes. Disse que sabia que o passo era audacioso, já conhecia seu trabalho e tinha muito respeito por ele e trabalhar com o diretor Ron Howard seria a realização de um sonho.

Logo recebeu as referências dos personagens reais e de pronto pensou em aumentar o nariz da Amy, o que foi bem recebido pela atriz, que marcou o teste de pronto. Dave Anderson da AFX fez os transfers para serem usados em seu look de “Ohio anos 97”, somados ao envelhecimento e danos do sol refletindo em sua estética a vida sofrida.

Ela conta do privilégio de trabalhar com a responsável pelos cabelos (hair department head ) Patti Dehaney, que já havia levado o Oscar de Melhor Cabelo e Maquiagem com Amy por “Vice”. Ficou encantada com as perucas de Amy e Glenn e conta o quanto ficou extasiada por criarem esses personagens juntos, e uma coisa era fato: todos queriam que as atrizes ficassem muito diferentes de tudo o que já haviam feito no cinema até ali.

Assim que soube que cuidaria da maquiagem de ambas, se deu conta que precisava de uma assistente completa, que pudesse trabalhar com beleza, próteses, airbrush e que fosse muito boa em cobrir tatuagens.

Discutindo com o protético, chegaram ao nome de “Jamie Hess” para “key make-up”, pois ele já tinha trabalhado com Glen algumas vezes.

Ela relata sua preocupação com as tatuagens do ator principal. Para “Um cara grande com tatuagens grandes” precisaremos da ajuda do figurino com camisas de mangas longas e encarar cobrir diariamente as tattoos dos dedos, junto com outro profissional, Devin Morales, que já havia trabalhado com Haley Bennett (que interpreta a irmã do protagonista).

Foi necessário orquestrar um estudo de aplicação muito preciso para que o cronograma seguisse de forma organizada e que os outros atores não ficassem muito tempo esperando um ao outro.

Glenn começava diariamente pela colocação da peruca, para então começar a aplicação das próteses, e ela se dividia com Jamie, cada um aplicando uma orelha… Enquanto um pintava uma mão o outro aplicava a prótese do nariz, etc.

Em seguida chegava Amy para a aplicação da peruca com Patti, enquanto Eryn terminava a pintura com a maquiagem à base de álcool (h PPI Skin Illustrators e Greg Cannom’s Tuttle Creme) para garantir as marcas de idade, pintas, verrugas, rosácea, etc.

O nariz da Glenn era de silicone encapsulado e as orelhas de gelatina cênica. E assim iam alternando entre Glenn e Amy para a aplicação de próteses.

Dave Anderson ficou por conta das próteses de Amy a partir da cópia de um “life casting” que já existia, cedido porChris Gallaher”. Isso ajudou muito porque Amy não estava na cidade e era necessário já começar a confecção das mesmas sem a presença dela. Lembrando que tivemos dois momentos da personagem com caraterísticas diferentes. Uma em 1997 e outra em 2012 (ao assistir o filme é possível ver a mudança de tempo através da maquiagem dela).

Para a versão de 2012, houve a necessidade de intensificar os elementos de envelhecimento. Mais pintas, rugas, olheiras, vermelhidão e até envelhecimento das mãos. Ela usou também jogo de luz e sombra para engordá-la, principalmente no pescoço.

Já para Glenn, o aspecto de doente, fora aparentar o calor e a humidade do local.

Eryn fala que precisou contar com uma equipe de maquiadores locais que cumpriu talentosamente a missão.

Ela termina dizendo que Hillbilly Elegy foi um grande desafio e um dos projetos mais importantes em que ela trabalhou.

THE PROSTHETIC MAKE-UP  by Matthew Mungle | Prosthetic Make-up Designer for Ms. Close

Matthew conta que foi convidado pela própria Glenn e que ela participou na escolha das próteses e processos da maquiagem de efeitos (que bacana a atriz conhecer tão a fundo o nosso trabalho. O cinema só tem a ganhar com essa troca de experiências!).

Inicialmente ela achava que apenas uma prótese da ponta nariz seria suficiente. Mas consegui convencê-la, após algumas pesquisas, de fazermos o nariz inteiro e as orelhas. Eu já tinha seu “face casting” de quando fizemos o longa “Albert Nobbs”. Ela participou dando feedbacks, inclusive, das esculturas.

(Para quem não sabe o que é “face casting” e o que tem as “esculturas” a ver com maquiagem, é só conferir os nossos vídeos anteriores, em que entrevistamos a maquiadora realista Mari Figueiredo (bate-papo com ela abaixo) e o protético Marcio AMP.

A Mari dá vários cursos (eu mesma já fui sua aluna), acompanhe as redes sociais dela. Além disso, a Dri Lopes vai ensinar essas técnicas no curso que tá rolando com a  em nossa sede em SP).

Matthew conta que fez o teste na própria casa da Glenn em NY e, por sorte, o diretor mora perto dela e conseguiu acompanhar. Todos ficaram extasiados com o resultado.

Mesmo tendo o life casting, achei necessário realizar melhorias então resolvi tirar um novo molde das orelhas e nariz, especificamente. Uma curiosidade é que, ao fazer o casting do nariz, resolvemos deixa-la respirando pela boca para que tivéssemos o molde perfeito das narinas (isso que é atriz, hein????)

Depois disso é que soube a respeito da contratação da chefe do departamento Eryn Krueger e fiquei feliz que as próteses seriam aplicadas com precisão e o cuidado que precisava, foi um alivio!

Para conferir a entrevista completa em inglês (que está super legal, extremamente detalhada em técnicas, dicas e produtos usados), acesse: The Making of Hillbilly Elegy – Local 706

A caracterização de Viola Davis para “A Voz Suprema do Blues”

A caracterização de Viola Davis para “A Voz Suprema do Blues”

Se existem duas coisas que mais amo no mundo da arte são: CINEMA e MÚSICA.  Meu estilo favorito é o Blues e minha atriz favorita é Viola Davis… sou a pessoa mais suspeita para recomendar esse filme… Então, não precisam acreditar em mim! Ainda bem que venho aqui para falar sobre o processo da maquiagem e não para fazer minha crítica ao filme, senão a nota seria maior que 10! (Aprendi, trabalhando no departamento de marketing de uma empresa que comercializava filmes  – vulgo 2001 Vídeo para quem conhece – que para recomendar um filme, basta apesentar os fatos a respeito da obra, sem a necessidade de colocar o gosto pessoal. Então, vamos aqui aos fatos).

O filme traz Chadwick Boseman como coadjuvante numa despedida e Denzel Washinton como produtor executivo. (Vamos lembrar de “Fences” – Um Limite Entre Nós, que traz o mesmo no elenco, produção e direção).

Como de costume, venho aqui para defender o departamento de maquiagem (cabelo, caracterização, efeitos especiais, e por aí vai) e lembrar que ele é fundamental para a construção do personagem. É uma tecla que não canso de bater.

O tema “construção de personagem” é algo especial para mim pois quando falo sobre isso, é um do poucos momentos em que sinto que as palavras maquiagem e psicologia se contectam.

Vamos ao filme…

A força de Ma Raney é transmitida de todas as formas possíveis ao espectador: A alma emprestada por Viola através de seu olhar, postura e entonação da voz, o suor e a maquiagem borrada propositalmente pelo responsável pela caracterização, a característica do cabelo que denuncia seu poder, o figurino milimetricamente pensado para as curvas de seu corpo e outras dezenas de detalhes que hipnotizam nosso olhar.

A lendária mãe do Blues está no ano de 1927 em Chicago para gravar um disco e como disse Viola em uma entrevista, “She owned it”… “Chegava chegando”, como dizemos por aqui. Uma mulher empoderada em plenos anos 20 é de encher nosso coração de orgulho. Eu, que sou mulher, e me considero feminista, vibrei a cada levantada de queixo, cada batida de pé e a cada aumento de tom de voz que ela deu, deixando todos os homens à sua volta aos seus pés. Uma personalidade inspiradora!

ENFIM, A TRANSFORMAÇÃO DE VIOLA EM MA RAINEY

Viola Davis fez o possível para alcançar o peso de Ma Rainey (130 KG), mas chegou no limite aos 90 kg e teve que usar um “fat-suit”  (O fat suit é um efeito para engordar que fica abaixo da roupa e por isso é administrado pelo departamento de figurino, diferentemente de uma prótese de maquiagem FX, onde a pele é evidente e há a necessidade de criar peças de silicone para substituí-la).

Em uma entrevista para Zeba Blay (Huffpost), Viola enfatiza a importância da caracterização para encarnar na personagem. Ela fala que materializar as características desses elementos foi a melhor escolha. O mais legal de tudo isso é que ela traz em várias entrevistas referências positivas de mulheres grandes, gordas, empoderadas e sexie,s que influenciaram sua vida, e o quanto isso ajudou a construir essa personagem. Fala sobre a tia Joyce, que era a primeira mulher mais linda que viu na vida, e ela pesava mais de 130kg. Fala sobre sua postura, o jeito empoderado de se vestir, sua beleza, seu sex appel, e a maneira como ela caminhava, rebolando e cheia de pose. Ela disse que essa maneira de enxergar fez toda a diferença. Porque Ma Rainey era empoderada. E ela não trabalhou contra o peso e sim a favor dele.

“Quando ela chega, tudo pára” e isso tem muito a ver com o que sua estética corporal representa. “Eu não queria que ela fosse apologética com isso… Eu até descobri que sabia andar de salto, mas só quando estava incorporada de Ma Rainey… sou péssima andando de salto na vida real.”

Tudo isso somados aos dentes de ouro, aquela maquiagem oleosa e pesada (totalmente proposital), os cílios de boneca…

Ela diz: Na pré-produção de um filme, quando fazemos a prova de figurino e maquiagem, vamos construindo com os designers e também damos nossa opinião. É uma construção em conjunto. E, naquela época nos EUA, era muito comum as mulheres usarem peruca de crina de cavalo e a maquiagem não era lá a mais bem feita… Fora as luzes e os lugares onde ela costumava cantar e a forma pitoresca de se apresentar que era uma estratégia para entreter o público.

E continua: Então resolvemos “bagunçar” a maquiagem em comparação ao que fizemos bonitinho nas primeiras provas. Somamos muito suor, suor o tempo todo, porque em todas as pesquisas encontrávamos esta característica. E o meu grande medo – e desafio – era somar todas essas características à personalidade empoderada dela enaltecendo sua personalidade que empunha respeito.

Se eu não conseguisse chegar nesse lugar, não me perdoaria. Eu tinha que honrar essa mulher. Toda sua complexidade. Isso não significa que ela não tinha defeitos ou que não pudesse em alguns momentos ser engraçada, mas… ela tinha algo muito mais profundo dentro dela. Eu não queria padroniza-la…

UMA ENTREVISTA COM A EQUIPE DE MAQUIAGEM

(‘Ma Rainey’ Hair & Makeup Designers On Capturing Trailblazer’s Essence – Deadline)

Os maquiadores e hair stylists Mia Neal, Sergio Lopez Rivera e Matiki Anoff trabalharam na caracterização de Viola o filme captando sua essência e todas as dinâmicas raciais daquela época.

A equipe precisou mergulhar numa pesquisa aprofundada em registros de pessoas da cidade de Chicago nos anos 20 (não só a para construir as características da protagonista como todos os coadjuvantes e elenco de apoio).

O especialista em cabelo (hair department head) Neal e o maquiador pessoal de Viola, o Sergio Lopez Rivera, mergulharam em registros dos anos 20, estudaram suas características psicológicas e suas experiências como uma artista negra vivendo nos anos 20.

Enquanto Sergio Lopez Rivera buscava a maquiagem pesada e oleosa para que Rainey usasse como armadura, Neal construía perucas, incluindo as feitas de crina de cavalo, além de contruibuírem com a a maquiadora que assinava o filme – a mekeup department head Matiki Anoff –  para os looks dos coadjuvantes, componentes da banda, figuração e elenco de apoio.

Em uma entrevista para a Deadline eles falam sobre o processo de trazer a peça para o cinema, o curto tempo para a pré-produção (viram só? Não somos só nós que sofremos com isso aqui no Brasil!).

Sergio Lopez Rivera fala que um dos maiores desafios foi na busca de fotos para usar como referências. Ele não conseguia captar o que ela sentia com seus looks através dos registros que encontrava.

Seus questionamentos iam: Quem era essa mulher? E como era o mundo dela? Qual era o grau de liberdade que ela alcançava, no sentido de direitos das mulheres? Como vivia numa mulher Afro americana neste local e época? O que estava ou não ao seu alcance? Quais as limitações? Sua educação? Suas características psicológicas?

Estamos falando sobre uma mulher negra, gorda e gay nos anos 20, então tem um contexto psicológico importante a ser estudado, para nos fornecer material suficiente para criar seu aspecto visual.

Mia Neal (hair dept. head) conta que recebeu a proposta duas semanas antes do início das filmagens. Ela diz: “Quando ficamos sabendo a respeito da quantidade de pessoas que estavam na figuração, eu sabia que ia ter que tirar da cartola, tipo, umas 100 perucas para garantir, porque é difícil sabermos a esse ponto quem são essas pessoas e não há tempo de testá-las com antecedência.

Então, durante essas duas semanas eu construía as perucas dos principais a também tinha que dar conta dessas 100 perucas da figuração. “Me apoiei muito na figurinista Ann Roth e na pesquisa dela, além da minha experiência com teatro, mas, ainda assim, as limitações eram muitas e é difícil saber para que lado seguir.”

Ann tem uma equipe de pesquisa e encontraram uma informação importante. Que a peruca que ela costumava usar em suas performances era feita com crina de cavalo. Outro desafio é que existem apenas uma meia dúzia de fotos oficiais no mundo sobre Ma Rainey. Então você tem que se prender com todas as forças nesse pequenos detalhes que encontra e tentar ser o mais fiel possível a esses registros.

Eu e Ann concordamos sobre ter a peruca de crina de cavalo. Encomendei da Europa. Então, imagina, eu não fazia ideia do que ia chegar em minhas mãos… E pasmen…estava cheia de lêndeas, afinal havia sido cortado literalmente sido cortado de um cavalo de verdade. Ao menos não estavam vivas pois claramente estava guardada sabe lá Deus  desde quando, ainda bem!

Era uma “lace” tão pequena que tive que adaptar, costurar e foi a primeira vez que fiz isso com luvas por causa das lêndeas. No fim das contas eu fervi a peruca até que estivesse totalmente higienizada e descobri que isso ajudava a amaciá-las, o que foi ótimo! Acabei descobrindo que ela devia usá-las justamente pelo fato de lacearem com o calor. Nos anos 20 não era fácil encontrar esse tipo de serviço em qualquer esquina, então o cabelo dela estava sempre pronto.

Além desta, tinham as outras perucas com aquelas ondulações, também as trouxe da Europa. Um item importante que lhe dava classe e estatura na sociedade. Em determinado momento, ela se torna uma mulher poderosa, com dinheiro, podendo bancar isso. Então as perucas acabam ajudando a contar essa história, as questões psicológicas por trás do look.

O QUE TERÁ ACONTECIDO À BABY JANE

SERGIO LOPEZ RIVERA

As características de Bette Davis no grande clássico Whatever Happened to  Baby Jane (O Que Terá Acontecido à Baby Jane) aparecerem nos primeiros dias de filmagem. A maquiagem borrada e derretida sempre foi a ideia, eu pensava passar a impressão que ela mesma fez. Mas no segundo dia, Viola estava olhando para o espelho e teve esse estalo. Que referência! E me assusta saber que muitas pessoas nem sabem que filme é esse! Me deixa muito triste… E isso mostrou o quanto ela é destemida, considerando que estamos falando de uma celebridade de Hollywood. Ela fazia questão de que nós, tanto maquiagem quando figurino não estivéssemos preocupados em deixá-la bonita e sim fiel à personagem.

Então a partir disso, desenhei a maquiagem com liberdade usando produtos “clown”(à base de óleo), que derretessem facilmente. Foi uma liberdade que nunca senti na indústria… criamos, testamos, sem preocupar-se com o ego do ator. Foi um raro momento em que exerci minha criatividade com liberdade.

Outros elementos que ajudaram a trazer à tona a personagem foram os dentes de ouro, apagando aqueles lindos dentes brancos e aquele lindo sorriso de Viola. O outro foi apagar as sobrancelhas, fazendo aquela linha fina acima do seu desenho natural como era feito na época.

E os olhos: aquele pretão brilhante que usavam na época com cortiça queimada, gordura e vaselina nas linhas do olho. Bem anos 20, principalmente para quem não tinha acesso aos limitados cosméticos da alta sociedade.

Enfim tudo isso eu tinha que fazer parecer que ela mesma fez e que ela não era muito boa disso. Adicione a isso uma atmosfera de mal humor, a pessoa que não está num bom dia, está um calor do cão e tudo isso ao mesmo tempo.

DEADLINE: E A CONTINUIDADE COM TODO ESSE SUOR?

Matiki Anoff: O Sergio cuidou de cada passo com Viola para que pudéssemos dar atenção ao restante do elenco. A ação do suor realmente existe para a protagonista e isso acontecia naturalmente pois o cenário não tinha ar condicionado. Mas o suor dela tinha que ser mais evidente. Então tínhamos que ter o cuidado em dosar tudo isso, quem suava mais e quanto de suor cada cena pedia.

Então, toda vez que cortava a câmera, lá íamos nós para manter o aspecto de suor. Porque se você vacila em uma só cena, você coloca tudo a perder.

Além de tudo isso, tínhamos que ter o cuidado com a peruca, figurino. Alguns dos materiais para criar o aspecto de suor é à base de glicerina, então imagina o cuidado que não tínhamos que ter!

ANOFF

Considero todos os atores importantes. Todo mundo acaba sendo principal. Além disso, temos o desafio das diferenças da moda entre as épocas. Muitas mulheres hoje em dia têm microblading, unhas postiças. As sobrancelhas era super finas naquela época. TGrabalhamos com mais de 600 figurantes, então imagine! Toca a gente pedir luvar para o figurino cobrir as unhas de gel, equipe, vamos cobrir tatuagens… e um dos principais para ajudar tinha piercing, o que não existia naquela época, enfim… Todos esses pequenos grande detalhes que as pessoas nem imaginam são essenciais para a autenticidade.

NEAL:

Um hábito muito interessante, que me chamou a atenção na ANN ROTH é que ela pede para cada figurante caminhar até ela sentir quem é seu personagem. Ela costumava dizer: Essa parece que acabou de chegar do mercado,  dê uma bolsa pra ela”. Ela entra nessa história até ela sentir que criou essa pessoa no mundo real. Ela faz isso com cada figurante, eu nunca tinha presenciado isso, nesse nível.

LOPEZ RIVERA

É um processo inacreditável. De verdade. Eu estou nesse ramo há 30 anos e ainda assim me deixou boquiaberto. Ela teve esse cuidado com cada um, mesmo que sabemos que muitos deles nem iam aparecer.

NEAL

Então quando você vê a figurinista fazendo isso, você faz também. Você cria uma historinha para cada um.

Um grande desafio para a maquiagem é garantir a vivacidade da cor da cena quando há no elenco negros e brancos. Muitas vezes a pele negra fica acizentada ou os brancos pálidos, por exemplo. O diretor de fotografia conseguiu afinar a luz de uma forma tão magistral, sem nenhum defeito.

LOPEZ-RIVERA

É muito importantes sabermos como nossa maquiagem será fotografada, é através dela que fazemos os devidos ajustes e fazer esse filme foi algo muito especial. A sinergia da equipe dava um sentimento especial, foi muito bonito de se ver.

Meu objetivo é trazer emoção através da maquiagem, mas senti isso com todos os departamentos.

FIRST MAKEUP FX: MAQUIAGEM PARA  CINEMA DE “A a Z”

FIRST MAKEUP FX: MAQUIAGEM PARA CINEMA DE “A a Z”

MÉTODOS E PROCEDIMENTOS PARA A CÂMERA, ESTUDOS DE LUZ E TÉCNICAS DE EFEITOS ESPECIAIS

Em 7 encontros, o curso será ministrado por Dri Lopes (Makeup FX), Mirella Oliveira (Normas, procedimentos e introdução à maquiagem cinematográfica) e Rafael Cruz (Fotografia e estudos de luz)

Com conteúdos teóricos e práticos, serão abordadas situações reais do mercado de trabalho da maquiagem na produção cinematográfica, além das técnicas específicas para indústria.

Dentre os tópicos, estarão:

Normas e práticas, decoupage de roteiro, estudo de personagens, diferenças e semelhanças entre cinema, tv e publicidade, fotografia, teria das cores, caracterização e técnicas de maquiagem de efeitos especiais (hematomas, confecção e aplicação de próteses em silicone, prótese dentaria, entre outros).

Corpo docente:

Dri Lopes 

(Makeup FX – Maquiagem de Efeitos Especiais)

Designer de Moda com formação na Escola Panamericana de Arte, Dri ministrou aulas de formação para recreadores e maquiagem infantil no Senac, atuou 5 anos como maquiadora cênica, cenógrafa e figurinista no Teatro, fez parte da equipe do Studio J Makeup por 3 anos ministrando diversos cursos de maquiagem, atuando como figurinista e cenógrafa, participando de eventos e produções de TV como maquiadora de beauty, artística e efeitos especiais. Fundadora da First Shop Makeup FX , produz peças para a indústria audiovisual e ministra diversos cursos em seu espaço na Lapa (SP).

Mirella Oliveira

(Normas, procedimentos e introdução à maquiagem cinematográfica)

Mirella Oliveira é maquiadora de cinema e publicidade com graduação pelo Instituto L´Oréal Professionnel, aperfeiçoamento nas áreas de caracterização e efeitos especiais em Hollywood, formação em Psicologia e Pós Graduação em Gestão de Pessoas pela FAAP, e especialização em Roteiro e Distribuição Cinematográfica pelo Instituto de Cinema de SP.

Presta serviço para as principais produtoras do Brasil e possui em seu curriculum mais de 500 filmes publicitários, títulos em curta e longa-metragem, entre eles dois internacionais.

Mirella é fundadora do portal www.maquiagemnocinema.com.br e conselheira fiscal do Instituto Brasil Cultural. Além disso, ministra aulas em escolas de cinema e em seu espaço localizado no Alto da Lapa (SP), onde também hospeda um acervo de caracterização e perucaria, a oficina de efeitos especiais “First Shop Makeup” e o estúdio de fotografia e artes “Ateliê e Estúdio Mirra”.

Rafael Cruz

(Fotografia e estudos de luz)

Artista visual, tendo como base em sua expressão a carreira fotográfica de mais de 15 anos. Com formação pela APBM&F em 2006, foi selecionado para a exposição “Imagem da Cidade” na Caixa Cultural (curadoria de João Kulcsár). Solidificou sua carreira em estúdio assessorando trabalhos de Still, Moda, Splash, Gastronomia e Retratos, ao lado de fotógrafos como Luciano Munhoz, Bruno Bernardi, Fernando Gardinalli, Felipe Gombossy, Luiz Fernando Macian e Marcelo Trad. Especializou-se no mercado de arquitetura e design de interiores e há 10 anos dedica-se aos registros de eventos sociais e corporativos. Empresta sua visão assertiva para cenários e disposição de objetos e destaca-se pelo domínio atualizado de ferramentas de edição, resultando em um olhar criativo e extremamente técnico.
No auge de sua maturidade profissional, Rafael hoje revisita seu acervo fotográfico para criação de novos olhares – culminando na criação de trabalhos autorais – e torna-se idealizador do Ateliê e Estúdio MIRRA.

AULA 1

TEORIA E INTRODUÇÃO À MAQUIAGEM CINEMATOGRÁFICA

Normas e Práticas

  • Procedimentos para ingressar na indústria
  • Normas e práticas no set de filmagem
  • Organograma e segmentação no cinema: Equipe interna, equipe de arte, relacionamento com os diversos departamentos e hierarquia
  • A responsabilidade do maquiador numa produção
  • Cuidados com segurança e higiene/ Protocolos COVID-19
  • Cinema X Publicidade
  • Brasil x Exterior
  • Decupagem de Roteiro
  • Continuidade

Introdução à Maquiagem Cinematográfica: posição estratégica e criativa

  • Estudo e construção de personagens: cenas do dia a dia, estereótipos, caracterização, técnicas simples de efeitos especiais
  • A arte imita a vida (a desconstrução da beleza e a importância das referências)
  • A importância do olhar do maquiador para a câmera
  • Elenco principal, coadjuvantes e figuração
  • Características do elenco e como usar a criatividade para propor looks
  • Cores: colorimetria, fotografia e direção de arte
  • Categorias da maquiagem cinematográfica: Maquiagem natural, maquiagem realista, maquiagem artística, cabelo, pêlos faciais, maquiagem de efeitos especiais
  • Estudos de Caso
  • Proposta de construção de personagem
Teoria e Introdução à Maquiagem Cinematográfica

AULA 2

FOTOGRAFIA E ESTUDOS DE LUZ

  • Organograma da equipe de Fotografia no Cinema
  • Introdução aos estudos de luz
  • Maquiagem para foto e vídeo
  • “A foto para a maquiagem ou a maquiagem para a foto?”
  • Os desafios da câmera HD
  • Cores quentes e frias
  • Contrastes
  • Erros mais comuns
  • P & B
  • Estudos de caso
Fotografia e Estudos de Luz

AULA 3

MAQUIAGEM DE EFEITOS ESPECIAIS: FACE CASTING E ESCULTURA PARA A CONFECÇÃO DE PRÓTESES

  • Face casting
  • Esculpir ferimento de laceração flat
  • Processo de molde do flat
  • Esculpir ferimento de laceração no face casting para floating
  • Deixar o face casting em floating
  • Preparação do PTM (se houver disponibilidade do Prosaide no Brasil por conta da pandemia do Covid 19) e adaptação do PTM brasileiro (sem a necessidade de importação da matéria-prima)
Makeup FX: Molde e primeiros passos para a confecção de próteses

AULA 4

MOLDE, SILICONE E TRANSFER (PTM)

  • Retirar o Face casting do floating
  • Sacar as esculturas, colocar em flat e refitar
  • Molde para flat
  • Silicone
  • Tirar o molde do dia anterior
  • Limpar mais que bem
  • Aplicar PTM e geladeira
Molde, silicone e transfer (PTM)

AULA 5

QUEIMADURA, FERIDA, HEMATOMA, ENVELHECIMENTO

  • Queimadura com silicone
  • Queimadura com gelatina
  • Queimadura com plástico filme
  • Casca de ferida com pó de café
  • Hematomas, cortes e pancadas com maquiagem
  • Envelhecimento com látex

Queimadura, ferida, hematomas
envelhecimento

AULA 6

INTRODUÇÃO À CONFECÇÃO DE PRÓTESE DENTÁRIA

AULA 7

APRESENTAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO E ESPAÇO PARA DEBATES/ DÚVIDAS

Curso de Introdução à Maquiagem Cinematográfica ministrado por Mirella Oliveira no Sesc Belenzinho
Foto por Rafael Cruz – Ateliê e Estúdio Mirra

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maquiagemnocinema@gmail.com

DRAGS NO CINEMA: FILMES PARA VOCÊ SE INSPIRAR E UM CURSO BABADEIRO NA NOSSA SEDE EM SP

DRAGS NO CINEMA: FILMES PARA VOCÊ SE INSPIRAR E UM CURSO BABADEIRO NA NOSSA SEDE EM SP

Maquiagem no Cinema é o título do nosso portal e como falar deste assunto sem destacar as drags e suas “montações”?

Maquiagem, Cabelo, Peruca, Figurino, Atuação, Dublagem, Performance… Essas são apenas algumas das pluralidades de talentos que compõem o universo DRAG.

Confira o CURSO BABADEIRO que está rolando em nossa sede em SP e mais dicas de filmes selecionados por nossa equipe, que têm relação com a arte ou a maquiagem do movimento Drag!

(A seleção está apresentada em ordem alfabética decrescente, sem a pretensão de fazer um ranking com os filmes, fica a critério do leitor!)

Maaaaas, promete que vai ler o post completo??? Pois tem uma super novidade no final!

20. CONNIE E CARLA: AS RAINHAS DA NOITE

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19. DIVINAS DIVAS

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18. DZI CROQUETTES

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17. ELVIS E MADONNA

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16. FLAWLESS – NINGUÉM É PERFEITO

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15. FURACÃO BIANCA

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14. KINKY BOOTS – FÁBRICA DE SONHOS

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13. OUTRAGEOUS

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12. PARA WONG FOO OBRIGADA POR TUDO

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11. PARIS IS BURNING

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10. PINK FLAMINGOS

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9. PRISCILLA, A RAINHA DO DESERTO

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8. PROBLEMAS FEMININOS

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7. ROGÉRIA

6. THE BIRDCAGE – A GAIOLA DAS LOUCAS

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5. TOOTSIE

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4. TUPINIQUEENS

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3. VICTOR OU VICTORIA

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2. VIVA

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1.WIGSTOCK: THE MOVIE

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…E para fechar este post com chave de ouro, ou melhor, glitter, confira o CURSO DE MAQUIAGEM DRAG que está rolando em nossa sede em SP:

O ESPAÇO COLABORATIVO “ARTE COLLAB 112” EM PARCERIA COM O “ATELIÊ E ESTÚDIO MIRRA” E PROJETO “DESPERTE SUA DIVA” OFERECE CURSOS DA ARTE DRAG EM SÃO PAULO

QUEM SOMOS

O Arte Collab 112 está localizado no Alto da Lapa em SP e é um espaço colaborativo que abriga o “Ateliê e Estúdio Mirra”, unindo fotografia, maquiagem e cinema como meios de expressão artística. Além de ensaios e cursos, o espaço também integra empresa como “Maquiagem no Cinema”, “2001 Indica” e “First Makeup FX”.

DOCENTES

Mirella Oliveira

Maquiadora de cinema e publicidade há 7 anos, com formação em Psicologia e RH, fundadora do blog “Maquiagem no Cinema”, responsável pelo portal de curadoria, marketing e pesquisa audiovisual “2001 Indica” e sócia-proprietária do Ateliê e Estúdio MIRRA. Mirella ministra aulas de maquiagem em escolas como Sesc, Instituto de Cinema e em seu ateliê na Lapa (SP). Além de sua experiência com maquiagem, Mirella Oliveira está há mais de 20 anos na indústria audiovisual.

Gabriel Morgante

(Convidado Especial)

Morgante (Gabriel e Morgana) é ator, performer, comediante, drag queer e escritor.

Ator, escritor, comediante, performer, drag queer e criador de vídeo. Formado em Artes Dramáticas pelo SENAC e com diversas passagens em processos de pesquisa na Oficina Cultural Oswald de Andrade e SP Escola de Teatro, voltadas às práticas performativas, teatrais, dramatúrgicas, literárias, audiovisuais e suas multiderivações. Sua missão enquanto criador artístico e ser humano é, dar voz por meio da arte para as personagens da vida real que são cotidianamente estigmatizados pelos transtornos de personalidade e marginalizados por suas questões de gênero, corporalidade e sexualidade. Elx acredita em um mundo em que as pessoas possam ser livres e respeitadas pela identidade que melhor lhes representem sem sofrerem represálias de outrem por isso, tendo como base o respeito, a generosidade, a cultivação do amor-próprio e a valorização das individualidades do ser humano.

WORKSHOP: AUTOMAQUIAGEM DRAG

DESPERTE SUA DIVA E SE TORNE UMA DRAG COM DICAS PROFISSIONAIS E TÉCNICAS DE MAQUIAGEM PARA FOTO E VÍDEO

CURSO + ENSAIO FOTOGRÁFICO PROFISSIONAL

À quem se destina: Apesar de ser uma atividade melhor aproveitada para quem tem alguma experiência com maquiagem, as aulas são abertas para quaisquer interessados e entusiastas da área.

Período: 1 dia (conforme disponibilidade do cronograma)

Carga Horária: 10h às 16h (1h de intervalor)

Local: Rua Dr. José Elias, 141 – Estúdio 112 – Alto da Lapa (estacionamento administrado pela Netpark, consulte valores)

Condições de pagamento: (à vista, cartão de crédito ou débito. Consulte condições de parcelamento)

Recomendação etária: 16 anos

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DRAG QUEEN

DESPERTE OUTRAS DIVAS: TÉCNICAS E PROCEDIMENTOS ARTÍSTICOS PARA UMA PRODUÇÃO PROFISSIONAL

CURSO + ENSAIO FOTOGRÁFICO PROFISSIONAL

À quem se destina: Maquiadores e pessoas que se interessam em aperfeiçoar suas técnicas artísticas.

Data: 2 dias (conforme disponibilidade do cronograma)

Carga Horária: 10h às 16h (1h de intervalor)

Local: Rua Dr. José Elias, 141 – Estúdio 112 – Alto da Lapa (estacionamento administrado pela Netpark, consulte valores)

Condições de pagamento: (à vista, cartão de crédito ou débito. Consulte condições de parcelamento)

Recomendação etária: 16 anos

PROMOÇÃO: Indique um amigo para o curso e ganhe 30% de desconto!
*O amigo deverá fazer o curso na mesma data do seu agendamento.

Para consultar o valor do investimento dos cursos, envie um e-mail para: maquiagemnocinema@gmail.com

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

TÉCNICAS DE LUZ E SOMBRA

MAQUIAGEM PARA FOTO E VÍDEO

DIFERENÇAS ENTRE AS MAQUIAGENS À BASE DE ÁGUA, ÓLEO OU ÁLCOOL

CONTORNO

CAMUFLAGEM DE SOBRANCELHAS

COLORIMETRIA

VISAGISMO

CORREÇÕES

SOMBRAS

PERUCAS

Materiais necessários:

– Lenço umedecido

– Lenço de papel

– Demaquilante (líquido ou lenço, qualquer marca, livre escolha)

– Álcool (1 vidro pequeno)

– Pincéis (1 de cada, qualquer marca/tipo): Língua de gato, pincel de pó, pincel de

batom)

– Tesourinha (qualquer uma)

– Toalha de rosto (qualquer cor, que possa sujar)

– Grampos (20 unidades)

– Base (3 tonalidades: Uma da sua cor, uma mais clara e uma mais escura)

– Cílios postiços

– Cola Pritt

– Pente muito fino (como aqueles para tirar piolho que vendem em farmácia)

– máscara de cílios

– Clown Branco

*Se o aluno tiver um kit completo de maquiagem – e peruca, pode trazer em sua maleta! Quanto mais melhor!

DESPERTE SUA DRAG:

Além dos cursos, realizamos a imersão “DESPERTE SUA DRAG”: Montação, Dicas de Performance e Ensaio Fotográfico Profissional realizados por nossa equipe.

Entre em contato para mais informações:

E-mail: maquiagemnocinema@gmail.com

Whatsapp: 11-9-9485-9857

Maquiagem do remake de “Convenção das Bruxas” ganha destaque e viraliza nas redes sociais

Maquiagem do remake de “Convenção das Bruxas” ganha destaque e viraliza nas redes sociais

Anne Hathaway compartilhou o making of do dia em que tirou o molde (face casting) para a personagem “The Grand High Witch” em seu instagram e em poucas horas já haviam milhares de compartilhamentos.

Se você ainda não assistiu, confira:

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Everyone: It’s magic! Me: #TheWitchesMovie

A post shared by Anne Hathaway (@annehathaway) on

Quem nos acompanha sabe que estamos sempre falando da complexidade da maquiagem de efeitos especiais. E confessamos que ficamos emocionados quando um trabalho como este está na boca do povo!

A própria atriz está fazendo questão de divulgar essas cenas de bastidores, sempre exaltando as equipes por trás da criação: “O Grand High Witch foi criado numa grande contribuição entre os departamentos de figurino, cabelo, maquiagem, roteiristas, coach, efeitos visuais, dublês, diretores e eu.” (Anne Hathaway em entrevista para a People).

Latest Witches GIFs | Gfycat

E aqui no Brasil não foi diferente. Veja o comentário do site Splash (UOL):

“…Agora, da próxima vez que olharmos para a aparência bizarra da atriz no filme, já saberemos o trabalhão que deu para chegar lá!…”

(Splash – UOL)

Além do reconhecimento do público, toda esta repercussão nos coloca num lugar de protagonismo. Temos certeza de que as pessoas que viram o “behind the scenes”, verão o filme com outros olhos. Como sempre dizemos: Essa é a nossa luta!

Ah, não vamos deixar de reverenciar o filme clássico, em que Angelica Houston brilhou na mesma personagem – e a maquiagem de fx não ficou para trás! A própria Anne fez uma homenagem no seu perfil:

Hathaway gushed of the 69-year-old Oscar winner on October 9: 'Would you please take a moment to join me in celebrating Anjelica Huston's flawless and iconic turn as The Grand High Witch?'
'Who spoke?' In the trailer, Anne's character is seen floating but her version of The Grand High Witch is not nearly as grotesque as Angelica Huston's (pictured in 1990) eight-hour prosthetic job in Nicolas Roeg's 1990 version


Como é de praxe, acompanhe aqui o nome de todos os maquiadores, efeitistas, cabeleireiros, caracterizadores, prótéticos, e escultores que compõem o time imbatível do “Makeup Department” de “The Witches – 2020” (“Convenção das Bruxas – 2020“):

Makeup Department 

Marina Altomarecrowd prosthetic make-up artist/prosthetics effects technician: silicone runner
Linda Azmacrowd hair & makeup trainee
Alessandro BallacciCrowd prosthetic artist-Daily/Mould maker
Suzi Battersbycrowd prosthetic makeup artist: dailies
Aurora Beadleprosthetic effects technician: silicone runner / prosthetic makeup artist
Maisie Brooksdaily crowd trainee
Lucy Brownemakeup artist crowd
Nicola Buckcrowd make up artist
Robb Craferprosthetics and makeup artist
Rose Crockermake up and hair artist
Luigi D’Andreaprosthetic sculptor (kmfx)
J.C. Davishair department head: SC unit
Louise Dayfabricator
Dana Degancrowd junior makeup artist
Jennifer DrewProsthetics Artist: makeup artist
Hannah Ecclestonmakeup artist: crowd
John Fallowshair stylist
Hafasa Ghatemake-up junior: crowd daily
Catherine Grovemake up junior: crowd daily
Jo Grovercrowd make-up
Rachael Hallumdaily makeup junior: crowd
Steven Harrisprosthetics effects technician
Becky KertonCrowd Hair & Make-up Daily
Peter Swords Kingmakeup and hair designer
Brian KinneyDaily Crowd Prosthetics
Kristyan Mallettprosthetics designer
Jane McBennettprosthetic makeup artist: daily
Aimee Morgancrowd room hair and makeup trainee
Paula Pricepersonal hair & make up Artist to Anne Hathaway
Nikita Raecrowd make up & hair supervisor
Adrian Rigbymake up and prosthetics artist: dailies
Rona Skuodasmakeup junior
Thalia Sparrowcrowd hair and makeup trainee
Mariona Triascrowd make up artist
Kate WakefieldProsthetic Silicone Technician
Frances Darvell Whitecrowd junior makeup artist
Natalie Wickensprosthetic make-up artist

O remake será lançado nos Estados Unidos na próxima quinta-feira, pela plataforma HBO MAX. Aqui no Brasil, a Warner informa que estará “em breve nos cinemas”. Aguardamos ansiosamente!

Confira o trailer de “The Witches – Convenção das Bruxas“:

Bate Papo sobre caracterização e efeitos realistas no cinema de horror | Mari Figueiredo

Bate Papo sobre caracterização e efeitos realistas no cinema de horror | Mari Figueiredo

Maquiagem no Cinema, em parceria com o Instituto de Cinema entrevistou Mari Figueiredo, Caracterizadora e maquiadora de efeitos realistas.

O Instituto de Cinema, em parceria com a 2001 Indica e o blog Maquiagem no Cinema, promoveu um bate papo com as maquiadoras Mari Figueiredo e Mirella Oliveira, através de uma Live no Instagram do InC.

Essa live fez parte da programação especial do Mês do Horror no INC, e nossas convidadas foram especialmente chamadas para conversar um pouco com a gente sobre a caracterização e efeitos realistas no cinema de horror.

Mari Figueiredo é caracterizadora e maquiadora de efeitos realistas. Assinou filmes como “Mais Forte que o Mundo”, “Los Silêncios”, “Mormaço” e “Um Animal Amarelo”. Além disso, é ganhadora de dois prêmios Avon de Audiovisual.

Mirella é a responsável pelo portal de curadoria, marketing e pesquisa audiovisual “2001 Indica”, fundadora do portal de noticias e informações sobre maquiagem cinematográfica “Maquiagem no cinema” e sócia-proprietária do Ateliê e Estúdio MIRRA, espaço colaborativo que une fotografia, maquiagem e cinema como meios de expressão artistíca. Além de ser maquiadora de cinema e publicidade há 6 anos, Mirella trabalha há mais de 20 anos na indústria audiovisual.

Se você é iniciante nos efeitos, maquiador, caracterizador, simpatizante, cineasta ou até investidor, não perca o bate papo esclarecedor sobre essa profissão! Confira:


Bate papo sobre Efeitos Especiais no Instituto de Cinema

Bate papo sobre Efeitos Especiais no Instituto de Cinema

O Maquiagem no Cinema, em parceria com o Instituto de Cinema entrevistou Marcelo AMP, especialista em próteses, mocapes, adereços e efeitos especiais.

Saiba mais sobre a história do Marcelo:

“Meu interesse por filmes de terror, ficção e fantasia veio cedo e aos 12 anos de idade eu comecei a pesquisar e, aos poucos, estudar próteses, efeitos especiais e escultura. O interesse foi se desenvolvendo e com o tempo aprendi também a fazer maquetes, bonecos articulados e miniaturas. Em 1999, com 20 anos de idade, fiz um estágio no departamento de efeitos especiais da extinta Trattoria di Frame, o que me abriu as portas para o mercado profissional. Trabalhei como freelancer em diversas produções. No cinema atuei como protético e confeccionando adereços realistas de silicone.”

Na entrevista falamos sobre o mercado brasileiro e internacional, discorremos sobre os passos para a caracterização com efeitos especiais e até damos uma dica sobre investimentos para grandes estúdios.

Se você é iniciante nos efeitos, maquiador, simpatizante, cineasta ou até investidor, não perca o bate papo esclarecedor sobre essa profissão!

Melhor Maquiagem: Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2020

Melhor Maquiagem: Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2020

“Mesmo diante de tantas adversidades, estamos realizando o Grande Prêmio, e este ano vamos homenagear o trabalho dos milhares de profissionais que dedicam suas vidas a encantar as nossas vidas.Não foi fácil, mas o Grande Prêmio tinha que acontecer”, dizJorge Peregrino, presidente da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais. O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é votado por profissionais das mais diversas áreas do setor que são associados à Academia, entidade aberta a toda a classe.

“O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro celebra novamente a excelência artística e a relevância cultural do cinema brasileiro, destacando os expoentes de uma safra de grande qualidade e repercussão”, afirma Sérgio Sá Leitão, Secretário de Cultura e Economia Criativa de São Paulo. “A parceria com a TV Cultura e o Governo de São Paulo ampliao alcance e o impacto desta celebração, valorizando ainda mais, a despeito do contexto adverso, a nossa produção cinematográfica”.

O filme vencedor para a categoria “Melhor Maquiagem” foi “Hebe – A Estrela do Brasil”. Simone Batata é a artista contemplada!

“É com muita alegria que a TV Cultura abriga, neste ano, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em sua programação. Em um momento tão conturbado da cultura e, em especial, da cadeia do audiovisual em nosso país é fundamental que instituições como a nossa, os parceiros do prêmio e a Academia Brasileira de Cinema estejam unidos no reconhecimento do cinema nacional”, diz o diretor de programação da TV Cultura, Enéas Carlos Pereira.

O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2020 tem patrocínio da Sabesp através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Correalização: Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e Apoio da Spcine.Realização: Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo, e Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais.

Assista ao trailer de “Hebe – A Estrela do Brasil“, disponível no YouTube Filmes:

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro: Confira os finalistas de MELHOR MAQUIAGEM

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro: Confira os finalistas de MELHOR MAQUIAGEM

ACADEMIA BRASILEIRA DE CINEMA E ARTES AUDIOVISUAISDIVULGA FINALISTAS DO GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO 2020 E BACURAU É O FILME COM MAIS INDICAÇÕES, SEGUIDO DE A VIDA INVISÍVEL

A maior premiação do setor está confirmada, com homenagem coletiva aos profissionais da indústria e transmissão pela TV Cultura, no dia 10 de outubro.

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais acaba de divulgar a lista com os finalistas do 19º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, que será no dia 10 de outubro, com cerimônia transmitida pela TV Cultura. Ainda que sem a tradicional festa que anualmente reúne o setor, o GP resiste para, mais uma vez, celebrar a diversidade da nossa indústria, representada por todas as gerações de realizadores do país inteiro. A abertura dos envelopes com os vencedores será ao vivo, auditada pela PwC (a mesma que faz a apuração do Oscar), e o Troféu Grande Otelo será entregue diretamente na casa de cada um deles, depois da premiação.

Os finalistas concorrem em 32 categorias e foram escolhidos em votação pelos sócios da Academia – que, por abarcar produções de todo o setor, este ano passa a se chamar Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais. ‘Bacurau’, dirigido por Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, é o longa com maior número de indicações (15 categorias), seguido por ‘A Vida Invisível’, de KarimAïnouz (14) e‘Simonal’, de Leonardo Domingues (10).

A lista de finalistas reúne mais de 200 profissionais indicados, 35 longas-metragens brasileiros e 10 longas estrangeiros (21 de ficção, 8 documentários, 3 infantis, 3 de animação, 5 internacionais e 5 ibero-americanos). Ao todo, este ano também estão na disputa 15 curtas brasileiros (5 de ficção, 5 documentários e 5 de animação); e 20 séries (5 de animação para TV paga/OTT, 5 documentários para TV paga/OTT, 5 ficção TV paga/OTT, 5 ficção TV aberta). Veja abaixo a lista completa de finalistas.

“Mesmo diante de tantas adversidades, estamos realizando o Grande Prêmio, e este ano vamos homenagear o trabalho dos milhares de profissionais que dedicam suas vidas a encantar as nossas vidas.Não foi fácil, mas o Grande Prêmio tinha que acontecer”, dizJorge Peregrino, presidente da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais. O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é votado por profissionais das mais diversas áreas do setor que são associados à Academia, entidade aberta a toda a classe.

“O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro celebra novamente a excelência artística e a relevância cultural do cinema brasileiro, destacando os expoentes de uma safra de grande qualidade e repercussão”, afirma Sérgio Sá Leitão, Secretário de Cultura e Economia Criativa de São Paulo. “A parceria com a TV Cultura e o Governo de São Paulo ampliao alcance e o impacto desta celebração, valorizando ainda mais, a despeito do contexto adverso, a nossa produção cinematográfica”.

Os vencedores serão escolhidos no segundo turno, que começa no dia 31 de agosto com votação entre os sócios da Academia. Em data que será divulgada em brevea votação popular pela internet será iniciada, para que o público eleja seu filme favorito entre os 15 longas brasileiros finalistas de ficção (drama e comédia) e documentário.

“É com muita alegria que a TV Cultura abriga, neste ano, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em sua programação. Em um momento tão conturbado da cultura e, em especial, da cadeia do audiovisual em nosso país é fundamental que instituições como a nossa, os parceiros do prêmio e a Academia Brasileira de Cinema estejam unidos no reconhecimento do cinema nacional”, diz o diretor de programação da TV Cultura, Enéas Carlos Pereira.

O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2020 tem patrocínio da Sabesp através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Correalização: Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e Apoio da Spcine.Realização: Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo, e Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais.


FINALISTAS DE MELHOR MAQUIAGEM – GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO 2020

ANNA VAN STEEN por Kardec

Assista ao trailer de “Kardec” (Filme disponível na Netflix):


BRITNEY FEDERLINE por “Morto Não Fala”

Assista ao trailer de “Morto Não Fala“, disponível no YouTube Filmes:



ROSE VERÇOSA por Simonal

Clique e confira a filmografia da maquiadora Rose Verçosa (IMDB)

Assista ao trailer de “Simonal“, disponível no Telecine Play:


ROSEMARY PAIVA por “A Vida Invisível”

Assista ao trailer de “A Vida Invisível“, disponível no YouTube Filmes:


SIMONE BATATA por Hebe – a Estrela do Brasil

Confira a filmografia de Simone Batata (IMDB)
📷 @jonastucci @tuccistudio

Assista ao trailer de “Hebe – A Estrela do Brasil“, disponível no YouTube Filmes:


TAYCE VALE por Bacurau

Assista ao trailer de “Bacurau”, disponível no YouTube Filmes:



GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO

O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é organizado e votado pelos próprios profissionais do setor, uma forma da própria classe celebrar o seu trabalho e dar o devido reconhecimento ao talento de seus profissionais. A premiação é anual. Contribui para a elevação e a promoção do cinema brasileiro junto à população e ao público do país, através do reconhecimento da qualidade técnica e artística de seus filmes e da confraternização entre os profissionais da indústria.

O processo de definição dos vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é dividido em duas etapas: indicação e premiação. A partir de 2004 a votação passou a ser feita via internet, pelos sócios da Academia, que recebem uma senha eletrônica para votar pela internet. O sistema tem a auditoria da empresa PwC.

Na fase de indicação são escolhidas as cinco obras e profissionais representantes de cada categoria que passarão para a etapa seguinte. A escolha é feita pelos sócios – através de uma cédula de votação eletrônica com a lista completa de todos os concorrentes. Terminado o processo de apuração do primeiro turno, uma nova relação com os cinco escolhidos em cada categoria é enviada aos sócios que escolhem, então, os vencedores. Nas duas etapas a votação é secreta e a abertura das cédulas, bem como a apuração dos votos, é realizada pela PwC.

Fonte: Site oficial da Academia Brasileira de Cinema